A Corrida de Escorpião.

Sinopse – A Corrida de Escorpião – Maggie Stiefvater

Sinopse – A Corrida de Escorpião – Maggie Stiefvater

A cada novembro, os cavalos d’água emergem do oceano e galopam na areia sob os penhascos de Thisby. E, a cada novembro, os homens capturam esses cavalos para uma corrida eletrizante e mortal. Alguns cavaleiros sobrevivem. Outros, não. Aos 19 anos, Sean Kendrick já foi quatro vezes campeão. Ele é um jovem de poucas palavras e, se tem medos, guarda-os bem escondidos, onde ninguém possa vê-los. Puck Connolly é uma novata nas Corridas de Escorpião. Ela nunca quis participar da competição, mas o destino não lhe deu muita escolha. Sean e Puck vão competir neste ano, e ambos têm mais a ganhar – ou a perder – do que jamais pensaram. Mas apenas um deles pode vencer.

A Corrida de Escorpião – Maggie Stiefvater

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Resenha Pessoal!
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Original de um jeito meio paradoxal. Calma, eu não faço uso de entorpecentes de qualquer tipo, só tenho um ponto meio difícil de ser colocado e compreendido. Ou talvez ele não seja difícil de ser compreendido e eu só ache isso porque levei um tempo até achar o que estava procurando.

A Corrida de Escorpião é um livro original construído por clichês.

Não, não, não! Clichê é uma palavra forte e provavelmente você leu isso com um tom pejorativo, como se eu, a doida do blog, afirmasse que falta criatividade pra dona Maggie. Dificilmente vamos encontrar algo mais longe da verdade para dizer sobre a autora e seu livro do que isso e não me surpreenderia se ela se ofendesse profundamente e iscasse cavalos d’água em todo mundo.

Anyway! Conforme avançava na leitura de A Corrida de Escorpião, devidamente me impressionei com o que estava ali para me impressionar e me acostumei com as verdades universais de Thisby. Porém alguma outra coisa se esgueirava na minha cabeça, dando a aquela leitura um tom de familiaridade.

A princípio achei que fosse o modo como os costumes estranhos e a realidade daquela pequena sociedade me eram apresentados. Vejamos, a Maggie não para e explica a situação, ela apenas dá a entender e confia na inteligência do leitor. Pegamos o bonde andando e sério, é muito mais legal assim! Não obrigar o bonde a parar pra você subir e ainda sentar na janelinha, porque é isso que nós leitores fazemos, e simplesmente embarcar enquanto ele passa não pausa nada, a vida continua e você tem a opção de saltar e deixar tudo para trás ou se mesclar naquela continuidade. Fazer parte dela.

Funciona, mas essa ainda não era a familiaridade que estava me encucando.

Só me toquei mesmo quando estava dando os parabéns pra Puck, a mocinha, por ela ser uma pessoa tão forte e capaz de arriscar tudo para ajudar a família e tão valente apesar dos preconceitos todos e… e… epa. Já vi isso antes, certo? A mocinha que toma conta do próprio nariz apesar de às vezes ser teimosa demais. Daí percebi que o Sean também tinha culpa, sabe o mocinho durão, calado, super introspectivo que, por baixo do rosto inescrutável, guarda um carinha muito doce e gente fina? Uma prova que libertará o vencedor não só de algum problema material como lhe trará paz interior? A sociedade hipócrita que não suporta mudar suas preciosas tradições estava lá também, assim como o vilão que tem todos em suas terríveis mãos por dívidas, promessas e dinheiro. Até os cavalos d’água podem ser considerados lugar-comum se você vive na Escócia/Irlanda/País de Gales, mas enfim, Maggie deu sua própria roupagem para essa lenda céltica com gosto de água do mar e o crédito disso é todo dela.

Apesar do que pode parecer agora que eu disse isso, é um livro autêntico.

Umas das coisas interessantes a respeito dele é que é produto de várias tentativas e erros. Maggie admite que a lenda em que se baseou é confusa, complicada e, como toda lenda que se preze, tem muitas variações. Por isso demorou a achar o tom certo e encontrar a confiança para deixar a imaginação fluir.

Deus é mais! Ela achou a tal confiança e criou um mundo de encanto dentro desse, cético, onde todos reconhecem que os cavalos d’água de Thisby são fenômenos de pura magia e plenamente aceitáveis. Parece confuso num primeiro momento, quando você não consegue saber se aquilo tudo se passa na Terra ou algum outro lugar qualquer, mas vale a pena.

Se você é fã dos Lobos de Mercy Falls vai concordar quando digo que a autora tem um meio de não apenas narrar os acontecimentos, ela expõem a estória e também as nuances de seus personagens de forma certeira. Como já comentei na resenha de Travessia, as palavras de livros assim não estão simplesmente ali sendo usadas pra escorar a estória, elas foram colocadas e ordenadas de forma a tirar o melhor daquilo. O resultado sempre é um livro que é mais que os outros.

A Corrida de Escorpião tornou-se um dos meus livros favoritos e recomendo para… bem, para todo mundo!

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Se quiserem o livro é só deixar um comentário que eu mando pra vocês.
Bjss Carol!!

4 comentários em “A Corrida de Escorpião.

Qualquer pedido de envio de livros para e-mails serão ignorados a partir de agora, se quiserem podem baixar os livros na biblioteca do blog, bjss!

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